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DIRETO DO PLANALTO

RESULTADO DA MÁ CONDUÇÃO NA CRISE SANITÁRIA

21/06/21 17:30:24 | Atualizado em: 21/06/21 17:30:24


Foto: Carta Maior



Estudo publicado pela ONU nesta segunda revela que o Brasil retrocedeu 20 anos no ranking que avalia os países que mais receberam investimentos estrangeiros no ano de 2020.

Segundo a entidade, o quadro de retrocesso na entrada de investimentos estrangeiros tem relação direta com a falta de um plano de medidas sociais voltadas ao controle da pandemia causada pelo Covid-19 e o impacto econômico.

Outro dado importante mencionado no estudo destaca que a queda no ritmo de crescimento da economia a nível global ficou registrada em 35%, enquanto no Brasil esse número ficou registrado em 58%.

Para explicarmos esses números, primeiro devemos destacar que o setor de commodities, predominante no país no setor de produção de alimentos, foi um dos primeiros a se recuperar economicamente na pandemia, enquanto outros setores como o de lazer, turismo e indústria foram mais afetados.

Sabemos, desde o início da pandemia, com base em estudos datados de outras pandemias, que a contenção de crises sanitárias é condição sem a qual não é possível a retomada econômica. Aqui, parece claro que o Brasil perdeu o timing no planejamento, ignorando a gravidade do vírus, e o tombo só não foi maior porque nossa matriz econômica foi uma das menos atingidas pela pandemia.

No âmbito do Poder Legislativo, as reformas e privatizações foram colocadas em segundo plano, puxando a confiança dos investidores para baixo. Na retomada dessas discussões agora, cabe crítica ao parlamento por correr contra o tempo. Não podemos pular os debates e assim comprometer a qualidade das proposições votadas. O remédio preparado às pressas pode ser prejudicial a longo prazo.

Por fim, não é atrativo para investimentos país cuja crise política parece eterna. A polarização e o populismo causam efeitos nefastos para visualizarmos dias melhores. Felizmente, a saída é mais simples do que aparenta. Ela passa necessariamente pela democracia e pelo diálogo.