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EXCLUSIVO PARA O STYLO

"Estamos passando os piores momentos da pandemia no Tocantins".diz conselheiro

28/07/20 12:35:55 | Atualizado em: 28/07/20 17:27:38

Diante da proliferação da Covid-19 em todos os estados do país, notadamente no Tocantins, O site HD HÉRCULES DIAS e o PORTAL STYLO ouviram o Conselho Federal de Medicina, através do conselheiro Estevam Rivello, que prontamente atendeu nossa reportagem através da rede online. 

Segundo o médico, "em relação aos meses anteriores estamos passando os piores momentos da pandemia no nosso estado.

Pois com o aumento dos números de casos da doença, os profissionais da saúde estão sobrecarregados, aumentaram os infectados e o número de médicos, por exemplo, continua o mesmo, pois muito foram contaminados pela covid  no dia a dia de seu trabalho, com a facilidade do contágio dos profissionais".

Estevam chamou a atenção ao dizer que "com o afastamento desses agentes de saúde, o atendimento é prejudicado. Existem vagas no HGP, por exemplo, mas não tem profissionais para atender".

"O SAMU em Palmas tem normalmente três médicos em atendimento, um no telefone para pegar informações do ocorrido e outros para atendimento das ocorrências; mas no dia de hoje, por exemplo, apenas um, dos três está atendendo", enfatizou.

Sobre as constantes flexibilidades dos gestores, o conselheiro explica que "de fato, com a flexibilização aumenta a aglomeração e, consequentemente triplica a transmissão do virus, com a mesma quantidade de profissionais no atendimento da população, que acaba sendo infectados, pois não estão imune a isso".

"Com estas medidas de flexibilidade desorganiza o atendimento médico-hospitalar, pois a proliferação é inerente e a baixa dos profissionais do corpo clínico é imediata" explica Estavam Rivello. "Essas ações liberando o funcionamento do comércio, principalmente tem um alto custo, pago pela sociedade e, principalmente, pelos profissionais da saúde.

Essas medidas de flexibilização tem que ser muito bem trabalhada, para não pegar esses profissionais de surpresa" cobra.

Hoje as vagas de UTI que surgem são por óbitos e o mais sério é que os times não conversam entre si, através de seus Núcleos de Vigilância, tanto municipal, terciários e estadual, nas tomadas de decisões. "Os que cuidam da gestão, não tem cuidado com os profissionais, essa é a grande verdade" alerta. "Nossos médicos não tem contato com os familiares, com medo da  doença.

Os médicos do Tocantins estão sobrecarregados, exaustos, sem estrutura para trabalhar, pois a cada dia surgem novos casos da covid-19 no Estado e o número de médico é o mesmo, aliás, diminuiu consideravelmente, pois dos 20 médicos HGP, quatro estão afastados" conta.

O  conselheiro do Conselho Federal de Medicina no Tocantins, Dr. Estevam Rivello, faz um apelo à população tocantinense, que "fiquem em casa, não se  aglomerem, usem máscaras, lavem as mãos com frequência, São atos comuns que podem salvar vida", explica ele. (Hércules Dias)