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JUDICIÁRIO

Brito Jr. consegue autorização para transportar gado de sua propriedade

19/11/19 08:28:53 | Atualizado em: 19/11/19 08:28:53

Segundo o agropecuarista José Edmar Brito Júnior, houve excesso de prazo no oferecimento da denúncia contra ele e sua família e há risco de os animais acabarem mortos em virtude de dificuldades no manejo do gado em razão da ordem judicial de bloqueio.
Decisão do juiz João Paulo Abe, da 4ª Vara da Justiça Federal em Palmas autoriza  Brito Júnior, a transportar um rebanho bovino estimado em 2.340 cabeças de gado guardados nas fazendas Santo Ofício e Santo Ofício III, situadas no município de Santa Maria das Barreiras, no Pará, para a fazenda São Paulo, em Tocantínia. Publicidade  Irmão do ex-governador Marcelo Miranda, Brito Júnior segue preso na CPP de Palmas após a Operação 12º Trabalho, decorrente da investigação Reis do Gado, da Polícia Federal e Ministério Público Federal (MPF) e ele havia apresentado esse pedido no final do ano passado,  autorização está publicada desde a segunda-feira, 18. Na decisão, o juiz nega o pedido de reconsideração do bloqueio e de autorização de venda de 2.340 cabeças de gado, registradas como de propriedade de Brito Júnior na Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (ADEPARÁ), mas autoriza o transporte dos animais, desde que o irmão de Miranda apresente e comprove “a quantidade exata de bovinos acautelados nas fazendas Santo Ofício e Santo Ofício III, cujo traslado se pretende realizar”. Brito Júnior deve informar, de maneira pormenorizada, a localização exata dos animais, inventariando-os e justificando as razões de seu deslocamento. O prazo para apresentar essa documentação é de dez dias.  Ao negar o pedido de liberação do gado, o juiz ressaltou que as sucessivas operações policiais no âmbito da Reis do Gado apontam a participação de Brito Júnior numa organização criminosa na qual lhe cabia administrar o patrimônio da família Miranda, fazer a interlocução entre empresários e a administração do Governo do Tocantins na gestão de Marcelo Miranda e “ocultar o patrimônio auferido como produto de crime”.
(Foto e informações, reprodução Jornal do Tocantins/Lailton Costa)