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Naturatins: estratégias para a conservação de espécies ameaçadas

16/11/19 07:57:01 | Atualizado em: 16/11/19 07:57:01

“Nospróximos passos iremos elaborar expedições de campo, para avaliarmos aocorrência das espécies ameaçadas, seus principais vetores de ameaça, eorganizar a Oficina de Elaboração do PAN, prevista para o mês de fevereiro. OSumário Executivo do Plano de Ação do Tocantins deve ser publicado até o mês desetembro de 2020”, enfatizou o biólogo, doutor Oscar Vitorino Jr
OInstituto Natureza do Tocantins (Naturatins), por meio do Ministério do MeioAmbiente, juntamente com parceiros, finaliza nesta quinta-feira, 14, noauditório do Órgão, Oficina com o tema “Estratégia Nacional para a Conservaçãode Espécies Ameaçadas de Extinção (GEF-Pró-Espécies)”. O encontro começou ontemquarta-feira, 13. OPrograma Pro-espécies do Ministério do Meio Ambiente (MMA) busca minimizar aspressões sobre as espécies ameaçadas do Brasil, especialmente as 290,criticamente ameaçadas que não estão em Áreas de Proteção Integral. Nessecontexto, o Ministério do Meio Ambiente selecionou o território cerradoTocantins, como prioritário para ações de conservação a determinadas espéciescomo Baryancistrus longipinnis, um peixe cascudo endêmico do alto RioTocantins. Conformeo doutor em Limnologia e biólogo do Naturatins, Oscar Vitorino Jr, a Oficina,foi mais um importante passo na construção do Plano de Ação (PAN) para oterritório cerrado do Tocantins, no qual foi delimitada a abrangência geográficado Plano, além de seu alcance em relação às espécies alvo. "Nospróximos passos iremos elaborar expedições de campo, para avaliarmos aocorrência das espécies ameaçadas, seus principais vetores de ameaça, eorganizar a Oficina de Elaboração do PAN, prevista para o mês de fevereiro. OSumário Executivo do Plano de Ação do Tocantins deve ser publicado até o mês desetembro de 2020”, adiantou. Convidadoa participar da Oficina, Tiago Krolow, professor do curso de  CiênciasBiológicas da UFT, câmpus de Porto Nacional, relata. “Sou especialista eminsetos, neste programa vou trabalhar com animais invertebrados, mas também comos vertebrados. Vamos também tentar identificar as espécies ameaçadas deextinção e verificar os limites de distribuição das espécies de animais eplantas”, disse. MárcioVerdi, coordenador do Núcleo de Planejamento de Ações para Conservação noCentro Nacional de Conservação da Flora, do Jardim Botânico no Rio de Janeiro,destaca. “Neste encontro tivemos a oportunidade de identificar as áreas que temespécies da fauna e flora, criticamente ameaçadas de extinção. O Tocantinspossui dois territórios, um próprio e outro que compartilha com e o estados doMaranhão e Pará”, afirmou. SegundoAlessandra Manzur, representante da WWF, o protagonismo do Naturatins por meiodo servidores da Gerência de Pesquisa e Informações da Biodiversidade, foi essencial nesse processo. “Ter atores locais e especialistas searticulando para construção conjunta de um Plano de Ação para o território doTocantins, já é um resultado importante do projeto Pró-Espécies”, enfatizou. A OficinaPreparatória para a realização do PAN, contou com a presença de pesquisadoresdo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, da UFT, Unitins, Ruraltins, derepresentante da ONG WWF, que é a agência executora dos recursos do fundo GEF(Global Environment Facility – GEF (www.thegef.org) no Brasil, entre outros.