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Saúde

Associação de Araguaína desmente entrega de UTI Pediátrica por parte do governo e chama ação de eleitoreira

16/04/18 16:59 | Atualizado em: 16/04/18 16:59

Contrariando a alegação do governo estadual de que as instalações da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica em Araguaína estariam concluídas e em funcionamento, a Associação das Mães que Amam enviou nota à imprensa informando que há pendências relativas ao espaço.

"Tal manifestação é fantasiosa e inverídica, pois o Estado do Tocantins, assim como o município, ainda não concluíram a implementação da unidade.
Em reunião realizada no último dia 12 (quarta-feira), a AMA assim como o Ministério Público, constatou que ainda existem materiais de responsabilidade do Estado que não estão na unidade, do mesmo modo, muitos dos medicamentos e profissionais especialistas necessários ao inicio do funcionamento sequer foram contratados pelo Estado", afirmou a entidade via nota.

A associação acusa a notícia por parte do governo de manifestação eleitoreira, seja de qual parte for, que tente se beneficiar do projeto distorcendo a realidade e iludindo a população.

"Acrescentamos que jamais nos coadunaremos com iniciativas de “inauguração” desassociadas do inicio do funcionamento e tampouco concordaremos com o início do atendimento sem que estejam garantidas a qualidade do serviço e a segurança às crianças. É fato que a implementação da Unidade tem avançado e já conseguimos vislumbrar o fim desta árdua batalha e o inicio dos atendimentos em nossa cidade, contudo, ainda precisamos perseverar e ser vigilantes, pois o funcionamento da unidade será apenas a primeira vitória em uma batalha bem mais duradoura", ressalta a nota.

Na última semana, o secretário de Estado da Saúde, Marcos Musafir, vistoriou a instalação de 10 leitos da Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica do Hospital Municipal de Araguaína e a visita foi divulgada no site do governo estadual. 

De acordo com a Sesau, a UTI, localizada no Hospital Municipal de Araguaína, é fruto de uma parceria entre Estado e município. O Estado investiu na organização estratégica, equipamentos, seleção e qualificação da equipe de profissionais composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas que atuarão na Unidade, consideradas ações essenciais à gestão da UTI. Já à prefeitura coube a reforma do local onde a UTI foi implantada.