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Operação Marcapasso

Oito médicos pagam fiança e dois continuam presos acusados como chefes do esquema

Para Justiça, médicos Ibsen Suetônio Trindade e Andrés Gustavo Sánchez Esteva eram os mentores do esquema de corrupção que fraudava licitações

08/11/17 16:02 | Atualizado em: 08/11/17 16:02

Após a audiência de custódia, oito presos foram liberados depois de pagarem a fiança e dois, os médicos Ibsen Suetônio Trindade e Andrés Gustavo Sánchez Esteva, continuam presos por conta das investigações da operação Marcapasso da Polícia Federal.

As audiências começaram na manhã desta quarta-feira, 08. A Operação está investigando o esquema de corrupção destinado a fraudar licitações no Estado do Tocantins, tendo como objetivo a aquisição de equipamentos chamados OPMEs (órtese, próteses e materiais especiais) de alto valor agregado e grande custo para o sistema de saúde.

Para a Justiça, Ibsen e Andrés atuavam como chefes do esquema que fraudava licitações. Por outro lado, a defesa dos profissionais afirmou que os médicos são os únicos que fazem cateterismo no Estado.

Oito médicos foram liberados após pagamento de fiança. Os médicos Antonio Fagundes, Silvio Alves da Silva e Henrique Barsanulfo Furtado tiveram uma fiança estipulada em R$ 9.370.

O médico Carlos Alberto terá que pagar fiança de R$ 37.480. Já Fábio D'Ayala Valva e Marco Aurélio Vilela Borges pagam fiança de R$ 14.055. Também sairá da cadeia, o médico Genilson Ferreira que teve fiança estipulada em R$ 93,7 mil.

Rafael Yassuda, enfermeiro, terá que pagar fiança no valor de três salários míimos e Leandro Richa Valim de dez salários mínimos.