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ESTADO

Justiça nega pedido de Duda e empresário ficará preso na Casa de Prisão de Porto Nacional

Depois de se entregar na Delegacia de Homicídios, empresário participou de audiência de custódia e teve pedido de prisão domiciliar negado; Duda ficará preso na CPP de Porto

07/08/17 17:35 | Atualizado em: 07/08/17 17:35

Após audiência de custódia solicitada pela própria defesa do empresário Eduardo Augusto Rodrigues Pereira, conhecido como Duda, o juiz decidiu que o suspeito ficará preso em uma cela especial na Casa de Prisão Provisória de Porto Nacional.

Conforme pedido peticionado pelo advogado de Duda, por conta da "completa impossibilidade de ingresso de novos presos provisórios no sistema penitenciário da capital, situação pública e notória, a defesa solicitou que o empresário seja mantido preso no QCG-PM (Quartel do Comando Geral da Polícia Militar), ou no 1º ou 6º Batalhões na cidade de Palmas, ou no 2º BPM de Araguaína – TO.

Duda ficará em um espaço reservado a presos que tem nível superior, problemas de saúde ou que estão presos por atrasos no pagamento de pensão alimentícia.
De acordo com a defesa do empresário ele teria formação em administração.

Os advogados de Duda também pediram que ele respondesse o pedido em liberdade, mas o juiz responsável pelo casou também negou a solicitação.

O empresário estava a quatro meses foragido e se entregou hoje, no fim da manhã, na Delegacia de Homicídios de Palmas no final da manhã. Duda é dono de uma rede de combustíveis na Capital e já foi presidente do Sindicato dos Revendedores de Postos de Combustíveis do Tocantins (Sindiposto). O empresário é suspeito de ser o mandante do assassinato de Wenceslau Leobas, também empresário do ramo de combustíveis, porém, na cidade de Porto Nacional.

Na última semana a Justiça também denunciou Duda e o empresário Benedito Faria pelo crime de formação de cartel. Na época em que Duda era presidente do Sindicato, conforme a denúncia, o alinhamento dos preços era obrigatório "não só aos seus associados, mas também a todo e qualquer proprietário de posto de combustíveis, alinhamento dos preços em Palmas.

Wencim
Eduardo Pereira é suspeito de mandar matar Wenceslau (Wencim) Leobas. 'Wencim' foi morto no dia 14 de fevereiro, após ficar 17 dias internado após ser baleado na porta de sua casa.

Os acusados de cometer o crime Alan Sales Borges e José Marcos de Lima iriam a júri popular, mas José Marcos foi encontrado morto dentro da Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP) na manhã do dia 03 de março deste ano.